
Ultimamente tenho-me apercebido de que as pessoas vivem demasiado o futuro; o presente já não importa. Querem sempre mais e mais... Estão sempre a querer inovar e esquecem o valor das coisas; o que em tempos teve valor, perde-se agora nas lembranças escassas de cada um.
O mundo muda tanto diariamente, que nos obriga a mudar também; é tudo tão mais inseguro...
A melhor defesa é o ataque; não nos podemos esquecer de quem somos, nem perder a nossa dignidade. Deixamos que os outros nos tomem por marionetas e estamos "condenados"! Primeiro nós, depois o mundo.
Não há luta sem sonho, nem sonho sem luta. É assim que penso, sempre que dou de caras com uma nova etapa. Desistir é crime! Há que lutar pelos nossos objectivos; há que lutar por nós próprios.
(...)
Andava à procura de um certo tipo de "desculpa" para o ser humano, para mim... e encontrei a mais pura das verdades: o único modo de evitar os erros é adquirindo experiência, mas a única maneira de adquirir experiência é cometendo esses mesmos erros.
Somos tão diferentes, mas tão iguais... No final de tudo restará apenas o pó e as cinzas do que em tempos foi e não mais voltará. Chega de dedos apontados, chega!
Perdemos tanto tempo a dar tanto de nós aos outros; a nós é raro darem a mão, raro! E dói!... Mas... Quem não está connosco é porque realmente não faz falta. É apenas alguém que partiu, era esse o seu destino. Mas, mesmo sabendo que os outros não valem a pena, aproximamo-nos de novo, sem nunca aprendermos com a primeira queda de cabeça. E eu pergunto-me: porquê?, afinal de contas os parvos somos nós! Por perdermos tanto tempo a dar tanto de nós aos outros!...
Quem não está connosco, não faz falta! Não faz e ponto final.