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Mas quem é que se importa com coisa alguma?
Ao mundo, à poesia e a nós
Vêem-nos como as velhas mós
Do moinho de vento sem fé nenhuma,
Rasgadas, maltratadas, velhas...
*
Uma planície pisada por sapatos que observam,
Versos vadios soltos num vento que sussurra novidade
A uma rosa-dos-ventos que se espreita com a coragem
De quem ri e sente...
+
Um vazio enorme que abraça cada gesto
Um trovão que afirma cada verso
Que por detrás do moinho se erguerá
E falará como se não houvesse quem pudesse detê-lo.
Surpreendente, talvez, seria contê-lo.
Nós, que tanto oferecemos ao mundo,
Seja poesia pura ou um verso imundo,
Somos os renegados, o “Ninguém” mal amado
E jamais seremos vistos como alguém pronunciado...
*
Sim, nós! Aqueles a que a prosa tenta armadilhas
A quem injurias indignas são tracejadas como chuva densa
Nesta imensa luva com que nos vestimos em oral defesa
Dessas gotas em lâminas na nossa liberdade de pulsação.
Entre dois ramos nus está um colorido florido
O vento sopra e corre, mas avançamos vagabundos
Pois em cada poeta um rosnar assumido
Na subtileza de paisagens revoltadas em líricos mundos.
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...Mas quem é que se importa com coisa alguma?!
Mas quem é que se importa com coisa alguma?
Ao mundo, à poesia e a nós
Vêem-nos como as velhas mós
Do moinho de vento sem fé nenhuma,
Rasgadas, maltratadas, velhas...
*
Uma planície pisada por sapatos que observam,
Versos vadios soltos num vento que sussurra novidade
A uma rosa-dos-ventos que se espreita com a coragem
De quem ri e sente...
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Um vazio enorme que abraça cada gesto
Um trovão que afirma cada verso
Que por detrás do moinho se erguerá
E falará como se não houvesse quem pudesse detê-lo.
Surpreendente, talvez, seria contê-lo.
Nós, que tanto oferecemos ao mundo,
Seja poesia pura ou um verso imundo,
Somos os renegados, o “Ninguém” mal amado
E jamais seremos vistos como alguém pronunciado...
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Sim, nós! Aqueles a que a prosa tenta armadilhas
A quem injurias indignas são tracejadas como chuva densa
Nesta imensa luva com que nos vestimos em oral defesa
Dessas gotas em lâminas na nossa liberdade de pulsação.
Entre dois ramos nus está um colorido florido
O vento sopra e corre, mas avançamos vagabundos
Pois em cada poeta um rosnar assumido
Na subtileza de paisagens revoltadas em líricos mundos.
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...Mas quem é que se importa com coisa alguma?!
[*]Gavine Rubro (Diogo Leal) e [+]Teresa Aleixo
1 comentário:
Um doce estas sessões de terça-feira =D
A repetir, Sra. Voz única *.*
Beijinho
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