Se me ponho a pensar
Na sorte e no azar,
Onde daqui a dez anos
Poderei estar...
Quebra-se-me a vontade,
Quebra-se-me o caminho!
E eu perco toda a fé
No meu destino...
E eu pergunto: que faço eu aqui?
O que quero eu para mim?
O que quererão os outros, nós!
O que quereremos nós...
E com que fim?
Os malmequeres já lá vão...
A inocente brincadeira de outrora:
Quem gosta, quem não gosta,
Quem será o amor de agora?!...
E quem de ti não gostar
Que perfeito nem se ache!
Pois aqui tudo é igual, tudo é para sempre
Quem caminha é gente!
Marchemos, então, em frente!
Solta essa amarra, foge lebre!
Mostra como és veloz,
Mostra a todos os outros que também tu tens voz!
E grita, e canta...
E corre, salta e dança!
Mostra a todos os outros
Que quem corre por gosto
Não cansa!
Teresa Aleixo
2 comentários:
Também cansa... mas "uma vida inútil é uma morte prematura", por isso... antes de rastos que ajoelhados...
Blog com potencial. Voltarei.
Subscrevo as palavras do nosso bom amigo Valter ;)
Adorei ouvir este poema teu, assim como o dueto, a tua voz e qualidade na guitarra (um poder que destrói cordas ;p).
Segue-me neste cantinho, se quiseres, beijinho
www.gavinerubro.blogspot.com
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