segunda-feira, 1 de março de 2010

Quem corre por gosto, não cansa




Se me ponho a pensar
Na sorte e no azar,
Onde daqui a dez anos
Poderei estar...
Quebra-se-me a vontade,
Quebra-se-me o caminho!
E eu perco toda a fé
No meu destino...

E eu pergunto: que faço eu aqui?
O que quero eu para mim?
O que quererão os outros, nós!
O que quereremos nós...
E com que fim?

Os malmequeres já lá vão...
A inocente brincadeira de outrora:
Quem gosta, quem não gosta,
Quem será o amor de agora?!...

E quem de ti não gostar
Que perfeito nem se ache!
Pois aqui tudo é igual, tudo é para sempre
Quem caminha é gente!

Marchemos, então, em frente!
Solta essa amarra, foge lebre!
Mostra como és veloz,
Mostra a todos os outros que também tu tens voz!

E grita, e canta...
E corre, salta e dança!
Mostra a todos os outros
Que quem corre por gosto
Não cansa!

Teresa Aleixo

2 comentários:

Valter Ego disse...

Também cansa... mas "uma vida inútil é uma morte prematura", por isso... antes de rastos que ajoelhados...

Blog com potencial. Voltarei.

Gavine Rubro disse...

Subscrevo as palavras do nosso bom amigo Valter ;)

Adorei ouvir este poema teu, assim como o dueto, a tua voz e qualidade na guitarra (um poder que destrói cordas ;p).

Segue-me neste cantinho, se quiseres, beijinho

www.gavinerubro.blogspot.com